Manhãs de nevoeiro

Acorda-se e sai-se de casa.
À espera… Uma espécie de vapor. Só que fresco.
Fresco, não-frio. Revigorante.
Envolvente.
Este nevoeiro é daquele que aconchega.
Com o caminhar pela rua vão-se misturando os primeiros cheiros.
Maresia…
Depois o do café do Sr Fernando.
Depois o de um cigarro que se acende.
O dos fornos das pastelarias.
Lá bem ao fundo… O da padaria da Sra Hermínia.
Com a frescura do dia há “fumo” que sai da boca das pessoas.
Fumo ou nevoeiro… A boca das pessoas como nascente do nevoeiro…
E o que há, é uma cidade em comunhão. De temperaturas, de envolvimentos, de cheiros.
De acordares

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